Homem de 28 anos é preso suspeito de tráfico de drogas durante operação da Polícia Civil
O principal suspeito de liderar uma estruturada rede de tráfico de crack, Daniel Rodrigues de Jesus Aires, de 28 anos, conhecido como “Maguila”, ostentava uma vida de luxo, frequentando restaurantes caros sem possuir emprego formal, enquanto coordenava a distribuição de drogas no varejo.
O suspeito foi o alvo principal de duas operações distintas deflagradas ao mesmo tempo na manhã desta quinta-feira (28), pela Polícia Civil e Polícia Federal em Palmas e cidades vizinhas.
Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão em Palmas, Porto Nacional, Paraíso do Tocantins e Chapada de Areia. Também foram bloqueados R$ 1.740.595 em contas bancárias e apreendido um carro de luxo no valor de R$ 125 mil.
Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsAppNa delegacia, Daniel Rodrigues de Jesus Aires preferiu não se manifestar ao ser questionado pela reportagem da TV Anhanguera. A defesa do investigado informou que ainda não teve acesso à íntegra dos autos e que deve solicitar a liberdade de Daniel durante a audiência de custódia, prevista para esta sexta-feira (29).
Os nomes dos outros suspeitos presos não foram divulgados, por isso o g1 não teve contato com as defesas deles.
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Homem é preso suspeito de tráfico de drogas
Polícia Civil/Divulgação
Vida de luxo em Palmas
Segundo o delegado Alexandre Pereira, da 1ª Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), responsável pela Operação Nocaute, Maguila estabeleceu recentemente em Palmas uma rede de traficância com conexões interestaduais e apresentava uma rotina de ostentação na capital.
“Nós percebemos que ele levava uma vida de luxo aqui em Palmas, frequentando restaurantes caros, sem exercer qualquer tipo de atividade lícita”, afirmou o delegado.
A investigação revelou que o padrão de vida de Daniel era incompatível com sua renda declarada. Durante a operação, a polícia apreendeu um carro de luxo avaliado em R$ 125 mil e uma máquina de contar dinheiro. “Ele instituiu uma rede, já tem contato com traficantes de outros estados. Ele recebia esse entorpecente, principalmente crack, e distribuía para traficantes menores”, explicou.
Um dos pontos que mais chamou a atenção das autoridades foi o arsenal do grupo. Foram encontradas armas de fogo de uso restrito e alto valor comercial. O delegado ressaltou que “Maguila” possui um histórico de crimes violentos, incluindo uma condenação por homicídio em 2016.
“Há fortes indícios de que, além da traficância, possuíam um grande poder bélico. Se tivessem que exercer a violência para manter a atividade criminosa, com certeza não hesitariam”, afirmou Alexandre Pereira.
Origem da investigação
A Operação Nocaute, conduzida pela Polícia Civil, é o desdobramento de uma ação realizada no início de 2026, quando um casal foi preso em flagrante vendendo crack em Palmas. A partir dessa prisão, a Polícia Civil identificou que os dois integravam a rede comandada por Maguila.
A Polícia Federal continua as investigações da Operação Porto Limpo, que cumpriu 13 mandados de busca em Porto Nacional para desarticular o braço interestadual do grupo. Somadas, as penas para os crimes de tráfico, associação e lavagem de dinheiro podem chegar a 35 anos de prisão.
A droga comercializada, o crack, é apontada pela polícia como um dos fatores de maior impacto social da organização. “O usuário se torna refém e não consegue abandonar o vício. Por isso a movimentação de valores era tão alta”, pontuou o delegado.
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Divulgação/Polícia Federal do Tocantins
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Fonte: G1 Tocantins
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