Caso Gustavo: delegado diz que áudio de 2023 ajudou a definir crime de vicaricídio
Uma série de acontecimentos levou a polícia a identificar o crime de vicaricídio no caso do menino Gustavo, de 3 anos. As investigações apontaram que a relação de Igor Veloso de Sousa, pai da criança, com a mãe, Sabrina da Silva Feitosa, foi marcada por desprezo e ameaças. Segundo a polícia, a agressão contra o menino seria fruto desse comportamento, como forma de punir a mãe.
Durante coletiva de imprensa, o delegado Eduardo Menezes, afirmou que áudios enviados em 2023 por Igor para Sabrina mostram como o advogado tratava a mãe de Gustavo. Um deles chamou a atenção da polícia durante as investigações:
“Eu tenho certeza de que você vai pagar ainda por isso aí. Eu te desejo tudo que tiver de ruim nessa terra, eu te desejo, tá? Eu desejo que o inferno seja o seu solo sagrado. Eu desejo que o inferno seja seu reino sagrado, que você viva muito bem e muito feliz no inferno o dia que você morrer. Até a água que você beber, você sinta gosto de sangue, tá? Uma planta que você tocar, que ela morra seca. É isso que eu desejo para você. É isso e mais um pouco”.
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Conforme o delegado, após identificar esses elementos e relacioná-los com o caso da morte do Menino Gustavo, foi possível chegar à conclusão de que “Igor alcançou seu objetivo”.
A violência vicária acontece quando o agressor de uma mulher provoca danos a pessoas com as quais ela mantém vínculo afetivo, como filhos, pais e seus dependentes diretos, com objetivo específico de causar sofrimento, punição ou alguma forma de controle ou punição sobre ela.
As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (28), quando a polícia anunciou que Igor Veloso e a companheira dele, Kathellen Moreira, foram indiciados pela morte de Gustavo. O advogado vai responder pelos crimes de vicaricídio, fraude processual, tortura e estupro de vulnerável, e a madrasta por vicaricídio e fraude processual.
A defesa do casal afirma que discorda das imputações e ressalta que o indiciamento não representa uma conclusão definitiva de culpa. Segundo os advogados, as responsabilidades devem ser individualizadas e baseadas em provas técnicas, e os fatos serão discutidos no momento adequado, com direito à ampla defesa (veja nota completa abaixo).
Gustavo Veloso Feitosa e Igor Gustavo Veloso de Sousa
Reprodução
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Morte do menino Gustavo e prisões
O menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, morreu dentro de casa após ter ido passar o fim de semana com o pai, em Palmas. O Instituto Médico Legal (IML) concluiu que a criança morreu após sofrer múltiplas agressões e violência sexual, com lesões em diferentes partes do corpo.
Um documento ao qual o g1 teve acesso afirma que o menino sofreu violência sexual e que a morte ocorreu com “crueldade, insensibilidade, indiferença e multiplicidade de lesões”. O documento descreve lesões em diferentes partes do corpo, além de apontar hemorragia interna e laceração intestinal.
De acordo com o IML, os exames não identificaram indícios de afogamento. Em entrevista à TV Anhanguera, o diretor do IML, Eduardo Godinho, informou que as lesões observadas na face e internamente no intestino indicam outro tipo de trauma associado à morte da criança.
O pedido de prisão de Igor e Kathellen foi feito à Justiça 48 horas após a morte. Segundo a investigação, quando foram detidos, já haviam escondido aparelhos celulares. Eles estão presos desde 6 de agosto.
A Justiça negou dois pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa de Kathellen. Apesar de ela ter uma filha bebê, o Judiciário considerou que a criança está sob os cuidados da avó e que os fatos investigados são graves.
Íntegra da nota da defesa de Igor Veloso e Kathellen Moreira
A defesa de Igor Gustavo Veloso de Sousa e Kathellen Moreira da Silva informa que tomou conhecimento do indiciamento divulgado pela autoridade policial e analisará, com serenidade e responsabilidade, a íntegra do relatório final e os elementos utilizados para fundamentar suas conclusões.
Embora respeite o trabalho desenvolvido durante a investigação, a defesa discorda das imputações formuladas e ressalta que o indiciamento constitui manifestação da autoridade policial no âmbito do inquérito, não representando juízo definitivo de culpa.
Em uma investigação de elevada complexidade e repercussão, é indispensável que as condutas sejam rigorosamente individualizadas e que qualquer conclusão esteja amparada em provas técnicas seguras, sem presunções ou transferência automática de responsabilidade entre os investigados.
As questões fáticas, jurídicas e periciais serão enfrentadas no momento e no foro adequados, sob o crivo do contraditório e da ampla defesa. A defesa reafirma sua confiança de que os fatos serão devidamente esclarecidos no decorrer do processo.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
Uma série de acontecimentos levou a polícia a identificar o crime de vicaricídio no caso do menino Gustavo, de 3 anos. As investigações apontaram que a relação de Igor Veloso de Sousa, pai da criança, com a mãe, Sabrina da Silva Feitosa, foi marcada por desprezo e ameaças. Segundo a polícia, a agressão contra o menino seria fruto desse comportamento, como forma de punir a mãe.
Durante coletiva de imprensa, o delegado Eduardo Menezes, afirmou que áudios enviados em 2023 por Igor para Sabrina mostram como o advogado tratava a mãe de Gustavo. Um deles chamou a atenção da polícia durante as investigações:
“Eu tenho certeza de que você vai pagar ainda por isso aí. Eu te desejo tudo que tiver de ruim nessa terra, eu te desejo, tá? Eu desejo que o inferno seja o seu solo sagrado. Eu desejo que o inferno seja seu reino sagrado, que você viva muito bem e muito feliz no inferno o dia que você morrer. Até a água que você beber, você sinta gosto de sangue, tá? Uma planta que você tocar, que ela morra seca. É isso que eu desejo para você. É isso e mais um pouco”.
Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsAppConforme o delegado, após identificar esses elementos e relacioná-los com o caso da morte do Menino Gustavo, foi possível chegar à conclusão de que “Igor alcançou seu objetivo”.
A violência vicária acontece quando o agressor de uma mulher provoca danos a pessoas com as quais ela mantém vínculo afetivo, como filhos, pais e seus dependentes diretos, com objetivo específico de causar sofrimento, punição ou alguma forma de controle ou punição sobre ela.As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (28), quando a polícia anunciou que Igor Veloso e a companheira dele, Kathellen Moreira, foram indiciados pela morte de Gustavo. O advogado vai responder pelos crimes de vicaricídio, fraude processual, tortura e estupro de vulnerável, e a madrasta por vicaricídio e fraude processual.
A defesa do casal afirma que discorda das imputações e ressalta que o indiciamento não representa uma conclusão definitiva de culpa. Segundo os advogados, as responsabilidades devem ser individualizadas e baseadas em provas técnicas, e os fatos serão discutidos no momento adequado, com direito à ampla defesa (veja nota completa abaixo).
Gustavo Veloso Feitosa e Igor Gustavo Veloso de Sousa
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De acordo com o IML, os exames não identificaram indícios de afogamento. Em entrevista à TV Anhanguera, o diretor do IML, Eduardo Godinho, informou que as lesões observadas na face e internamente no intestino indicam outro tipo de trauma associado à morte da criança.
O pedido de prisão de Igor e Kathellen foi feito à Justiça 48 horas após a morte. Segundo a investigação, quando foram detidos, já haviam escondido aparelhos celulares. Eles estão presos desde 6 de agosto.
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A defesa de Igor Gustavo Veloso de Sousa e Kathellen Moreira da Silva informa que tomou conhecimento do indiciamento divulgado pela autoridade policial e analisará, com serenidade e responsabilidade, a íntegra do relatório final e os elementos utilizados para fundamentar suas conclusões.
Embora respeite o trabalho desenvolvido durante a investigação, a defesa discorda das imputações formuladas e ressalta que o indiciamento constitui manifestação da autoridade policial no âmbito do inquérito, não representando juízo definitivo de culpa.
Em uma investigação de elevada complexidade e repercussão, é indispensável que as condutas sejam rigorosamente individualizadas e que qualquer conclusão esteja amparada em provas técnicas seguras, sem presunções ou transferência automática de responsabilidade entre os investigados.
As questões fáticas, jurídicas e periciais serão enfrentadas no momento e no foro adequados, sob o crivo do contraditório e da ampla defesa. A defesa reafirma sua confiança de que os fatos serão devidamente esclarecidos no decorrer do processo.
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Fonte: G1 Tocantins
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