Prefeito é retirado de aeronave pela PF por ‘comportamento indisciplinado’
O prefeito de Carmolândia (TO), Douglas Oliveira (União), foi retirado de um voo da Latam no Aeroporto de Guarulhos (SP) pela Polícia Federal após um impasse envolvendo a apresentação de um atestado médico. O episódio, registrado na noite de domingo (31), foi classificado pela companhia aérea como “comportamento indisciplinado”.
O caso gerou um atraso de cerca de cinco horas no voo com destino a Palmas (TO). O prefeito afirma que foi impedido de viajar após a empresa exigir um atestado médico que o liberasse para o voo, já que ele havia informado ter passado por uma cirurgia recente. Segundo termo da Polícia Federal, ele chegou a impedir o fechamento das portas da aeronave e, por isso, foi retirado por decisão do comandante.
Enquanto o prefeito alega falta de orientação prévia, a empresa reforça o cumprimento de protocolos de segurança para garantir a integridade dos passageiros.
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Quem é o prefeito envolvido no episódio?
Trata-se de Douglas Oliveira (União), gestor de Carmolândia, município localizado no norte do Tocantins. Além de sua atuação política (eleito em 2024 com 61,11% dos votos), ele é conhecido no estado por ser ex-dirigente do União, equipe de futebol de Araguaína que disputa a elite do Campeonato Tocantinense.
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Prefeito foi retirado de voo no aeroporto de Guarulhos
Divulgação
O que aconteceu durante o embarque no Aeroporto de Guarulhos?
O prefeito foi impedido de viajar em um voo da Latam com destino a Palmas após informar que havia passado por uma cirurgia recente, o que levou a empresa a exigir um atestado médico.
Segundo o termo da Polícia Federal, houve um impasse no qual o gestor teria tentado forçar a entrada e impedido o fechamento da porta da aeronave com o pé. O comandante decidiu pela sua retirada por “comportamento indisciplinado”, gerando um atraso de cerca de cinco horas na decolagem.
Por que a Polícia Federal foi acionada?
A Latam solicitou apoio da Polícia Federal para realizar o desembarque do passageiro por “comportamento indisciplinado”. Segundo o termo da PF, o comandante decidiu pela expulsão devido à falta do atestado médico exigido e à tentativa de impedir o fechamento da aeronave. O prefeito nega ter colocado o pé na porta do avião, afirmando que o incidente ocorreu ainda na ponte de embarque (finger).
Qual foi o impacto do incidente?
O voo LA3394, que tinha saída prevista para as 23h35 de domingo, sofreu um atraso de aproximadamente cinco horas. A decolagem só ocorreu às 4h30 da segunda-feira (1º), após a retirada do passageiro e a necessidade de troca da tripulação, que havia excedido o limite de jornada devido ao transtorno.
O que diz o prefeito Douglas Oliveira?
O prefeito afirma que não foi orientado previamente sobre a necessidade de um atestado. Ele relata que, ao mencionar a cirurgia, a empresa barrou seu embarque.
Douglas diz que conseguiu o documento digital com seu médico e entrou na aeronave “numa boa”, mas, ao se sentar, foi informado que o documento não servia mais e que deveria sair. Ele nega ter sido retirado à força, dizendo que saiu após orientação da PF para registrar o ocorrido.
Quais são as regras gerais para viajar após uma cirurgia?
Companhias aéreas como a Latam exigem que passageiros com condições médicas informem a empresa antecipadamente. É necessário apresentar o formulário MEDIF ou um atestado médico emitido, no máximo, 10 dias antes da partida. Esse documento deve ser enviado via formulário de contato pelo menos 48 horas antes do voo para avaliação da equipe médica da companhia.
O que um atestado médico deve conter para ser aceito pela companhia?
Para ter validade, o atestado deve incluir: dados pessoais do passageiro; assinatura, carimbo e dados do médico; diagnóstico e autorização expressa para a viagem; e a descrição de serviços especiais, caso sejam necessários para o traslado. Se houver doença contagiosa, o médico deve certificar que não há riscos para os demais ocupantes do voo.
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Fonte: G1 Tocantins
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