Theo de Barros, compositor de ‘Disparada’ e ‘Menino das laranjas’, morre aos 80 anos em São Paulo

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Artista deixa somente quatro álbuns na discografia solo, mas obra inclui dois discos coletivos e o único álbum com o Quarteto Novo, além de trilhas sonoras para teatro e cinema. O compositor e violonista carioca Theo de Barros (1943 – 2023) morre cinco dias após completar 80 anos de vida
Bruno Conrado / Divulgação
♪ OBITUÁRIO – É inevitável que todo texto sobre Theofilo Augusto de Barros Neto (10 de março de 1943 – 15 de março de 2023) – o compositor, violonista, arranjador e cantor carioca conhecido artisticamente como Theo de Barros – destaque o fato de ele ter sido o parceiro de Geraldo Vandré na modernista moda de viola Disparada (1966) e o autor de Menino das laranjas (1964), música amplificada na gravação feita por Elis Regina (1945 – 1982) para o álbum Samba eu canto assim (1965).
É verdade que bastariam somente essas duas composições para inserir o nome de Theo de Barros na história da música brasileira. Mas Theo, integrante do Quarteto Novo nos anos 1960 e exímio violonista (instrumento aprendido ainda na infância), deixa obra e legado mais extensos ao morrer na madrugada de hoje, cinco dias após completar 80 anos, de causa não revelada pela família.
De acordo com postagem em rede social de Ricardo Barros, filho e parceiro de Theo, o velório e o sepultamento do artista estão marcados para amanhã, 16 de março, a partir das 8h no Cemitério de Araçá, em São Paulo (SP), cidade para a qual Theo migrou aos onze anos.
Com a morte de Theo de Barros, a homenagem aos 80 anos do artista – em show agendado para 2 de abril no teatro do Sesc Pinheiros (SP) – se torna póstuma.
Compositor de trilhas sonoras para teatro e cinema, Theo de Barros também criou jingles entre um e outro disco da espaçada carreira fonográfica, que destaca o único álbum do Quarteto Novo, editado em 1967. Basta dizer que o primeiro dos quatro álbuns da discografia solo do artista – intitulado justamente Primeiro disco – foi lançado somente em 1980, sendo seguido 17 anos depois por Violão solo (1997).
Os álbuns Theo (2006) e À luz de velas (2007) completam a discografia solo do artista, cujo último álbum, Notas brasileiras (2022), foi lançado no ano passado. No disco, Adylson Godoy, Dino Galvão Bueno e Theo de Barros se irmanaram com os filhos Adriana Godoy, Anita Galvão Bueno e Ricardo Barros.
Cinco anos antes, houve a edição de outro álbum coletivo, o magistral Tatanagüê (2017), cuja música-título, parceria de Theo com Paulo César Pinheiro, foi apresentada na voz do cantor Renato Braz, mostrando que Theo de Barros sempre foi muito mais do que o coautor de Disparada e o criador de Menino das laranjas.
Theo de Barros integrou o Quarteto Novo, com o qual gravou um único álbum em 1967
Bruno Conrado / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento