Pés de eucalipto ameaçam cair e cima de casa na Arso 62 e moradora reclama: ‘pode acontecer uma tragédia’

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Roseana Nunes Santos diz que abriu processo para retirada das árvores há mais de dois anos, mas nunca teve o pedido atendido e teme pela segurança da família. Prefeitura diz que vai analisar o caso. Moradora da Arso 62 tá preocupada com árvore e falta de resposta da Prefeitura de Palmas
A força do vento junto com a chuva que caiu em Palmas na madrugada de quarta-feira (5) derrubou árvores pela cidade. E isso deixou uma moradora Roseana Nunes Santos da Arso 62 (quadra 605 Sul) com mais medo, já que pelo menos oito pés de eucalipto imensos que ficam ao lado de seu terreno ameaçam cair. Ela já reclamou na prefeitura e pediu a retirada, mas só o que conseguiu até o momento foram desculpas para que o serviço não fosse feito.
“Toda vez que dá chuva com vento cai galhada em cima do telhado. Eu tenho muito medo porque tenho duas crianças. Saio de dentro de casa e venho para a área com medo da ventania, que é muito forte”, contou.
A moradora também informou pediu que a prefeitura tirasse as árvores pelo risco, mas até agora nada. “Já tem dois anos e um mês que eu montei o processo. Eles vêm, mas não faz o serviço que é para fazer. Alegam que não têm equipamento. Que o caminhão não dá na altura das árvores, Que tem que desligar a rede da energia elétrica. Tudo isso ficam botando dificuldade e eu tenho pressa. Se cair em cima da minha casa é capaz de acontecer uma tragédia”, reclamou.
Árvores ficam bem perto da casa de Roseana Nunes Santos
TV Anhanguera/Reprodução
Roseana mostrou uma galhada que havia caído há pouco tempo no terreno de sua casa, que se atinge alguém certamente causaria ferimentos graves. “Não é o primeiro. Já tem vários que caíram. O susto é muito grande. Já caiu na minha casa, quebrou umas 20 telhas, dá entupimento no telhado, mancha o forro. É um desastre. Essas árvores precisam ser retiradas”, afirmou.
Diante do medo diário, Roseane pede que o poder público tome as providências para que não aconteça nenhum risco à sua família e casa. “A gente pede até por amor de Deus, por favor, que retire essas árvores o mais breve possível, com urgência, que o medo cada dia fica maior”.
O que diz a Prefeitura
Para que a prefeitura retire galhos e árvores de determinados pontos da capital, é preciso que o cidadão faça a solicitação em uma das agências do Resolve Palmas.
Mas segundo o superintendente da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seisp) Adão Maia, para que o trabalho seja feito, também é preciso que a Fundação de Meio Ambiente analise a área pública para determinar a necessidade de se tirar ou não a árvore.
Veja a responsabilidade da Prefeitura em caso de árvore com perigo de cair ao lado de casa
“Ela faz a análise verificando a procedência do arranquio dessa árvore. Aí eles autorizam e enviam. Sendo em área pública, a Fundação entra em contato com a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos para proceder então a retirada dessa árvore”, explicou. O prazo de atendimento pode variar entre 30 e 60 dias.
Por causa da demora no processo da moradora da Arso 62, o superintendente disse que a demanda para arranquio de árvores está grande e que há uma lista para que as equipes atendam. “Tem uma fila enorme que nós temos que atender. Obviamente tem alguns casos que são mais urgentes. No caso da dona Roseana, nós iremos verificar de fato como está a situação no procedimento e nos protestos, e daremos a resposta o mais breve possível”, prometeu.
Abrão ressaltou que mesmo sendo uma atitude importante para a cidade, é preciso respeitar o plano de plantio de árvores para que esse tipo de situação não aconteça. “Temos alguns pré-requisitos para serem adotados em áreas públicas, especificamente em canteiros centrais. Verificamos em muitos pontos que existem, por exemplo, pessoas plantando árvores de grande porte em canteiros centrais. Não se pode adotar esse tipo de atitude porque ela traz um perigo iminente”, explicou.
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Fonte: G1 Tocantins