Kali Uchis cresceu em uma festa… até que cansou: Cantora conta como adolescência baladeira inspirou música nova

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Filha de dono de boates, ela passou a juventude indo de uma festa para a outra, mas enjoou rápido: ‘Quando eu já era legalmente autorizada a beber, não bebia mais’. Leia entrevista ao g1. Kali Uchis
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A vida era uma festa para a jovem Kali Uchis. Filha de pais colombianos, nascida nos Estados Unidos, a cantora do hit “Telepatía” cresceu indo de uma balada para outra entre a América do Sul e a do Norte.
Seu pai era dono de casas noturnas da Colômbia, onde ela passou parte da infância e da adolescência. Nessa época, também ia com frequência a Miami (EUA) para visitar o irmão, que trabalhava em um albergue. Ele estava sempre levando turistas a festas, e Kali ia junto.
Até que ela cansou. “Acho que deixei de ir a festas mais cedo do que outras meninas da minha idade”, conta, em entrevista ao g1.
“Circulava nesses ambientes desde muito nova. E sinto que cansei muito rápido. Quando eu já era legalmente autorizada a beber, eu já não bebia mais”, brinca. “Hoje não sou mais festeira.”
Mas os tempos de baladeira lhe renderam boas recordações. O espírito da juventude de Kali, embalada por house music latina, é uma das principais inspirações de sua nova música, “No Hay Ley”, lançada em setembro.
Capa do single ‘No Hay Ley’, de Kali Uchis
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“A cultura dos clubes faz parte da minha vida e a house music embalou muitos dos meus verões. Me lembro de me divertir muito ouvindo”, explica. “Eu sempre quis lançar uma música que fizesse parte desse mundo, mas do meu jeito.”
“No Hay Ley” tem batida dançante e letra romântica, que clama pela liberdade de amar. O clipe acompanha a cantora desfilando em looks de alta costura pelas ruas de Paris.
Bilíngue
Primeira faixa solo em dois anos, a música é o passo inicial de uma nova leva de lançamentos de Kali, depois dos álbuns “Isolation” (2018), focado em soul e R&B, e “Sin Miedo (del Amor y Otros Demonios)” (2020), mais carregado em ritmos latinos, do reggaeton ao bolero.
O último teve as parte das gravações feitas pela cantora isolada no estúdio, em meio aos primeiros meses da pandemia de Covid-19. Depois de emplacar o disco como uma das trilhas da quarentena, ela não parou de trabalhar.
“No isolamento tentei ser o mais criativa possível. Eu escrevia o dia todo. Escrevia histórias, canções… Acho que foi assim que eu consegui me manter firme mentalmente”, lembra.
O resultado foram dois novos álbuns, já prontos, mas ainda sem data de lançamento. O primeiro, predominantemente em espanhol, é mais dançante e inclui a faixa já divulgada. O segundo, em inglês, tem mais experimentalismo, segundo Kali.
“Inclui um monte de gêneros diferentes e é uma espécie de volta às minhas raízes. Tem muito de música soul e jazz, é mais acústico.”
Ela também se juntou ao renomado produtor vencedor do Grammy James Blake no projeto Sprite Spotlight para lançar conteúdos musicais inéditos a partir desta sexta-feira (7).
Com a retomada do circuito de shows, está nos planos da cantora vir ao Brasil para mostrar as novidades.
Kali, que nunca se apresentou por aqui, estava na programação do Lollapalooza 2020, adiado por causa da pandemia. Mas, em 2022, quando o festival finalmente aconteceu, acabou ficando de fora.
Ela desconversa sobre uma eventual participação na edição do ano que vem — “não posso confirmar, nem negar” –, mas afirma estar empolgada com a possibilidade.
“Minha família sempre me disse que o Brasil é muito parecido com a Colômbia, que eu tenho que ir. Ouço isso desde antes de me tornar artista”, conta.
Há outros motivos que unem a cantora ao Brasil. Ainda na adolescência, ela conheceu a Bossa Nova e… a banda Bonde do Rolê (o nome do meio de Kali é Marina e, por isso, ela adorava cantarolar a música “Marina Gasolina”, lançada pelo trio brasileiro em 2006).
“A música é uma coisa espiritual, capaz de mudar a forma como você se sente. Eu posso estar afim de uma música para limpar a casa, para fazer meu autocuidado, para dançar… Sinto que definitivamente há muita música brasileira para tudo isso.”
E há Anitta, que hoje “representa o Brasil para o mundo”, na opinião de Kali. As duas costumam trocar mensagens. Recentemente, a brasileira enviou uma música para a colega. Ela não menciona planos de parceria, mas se declara: “Eu a amo e sempre apoio outras latinas que estão trabalhando duro para fazer as coisas porque, definitivamente, não é fácil.”

Fonte: G1 Entretenimento