Prisão do governador Pezão é algo “perfeitamente normal”, diz Moro

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Prisão do governador Pezão é algo “perfeitamente normal”, diz Moro

O futuro ministro da Justiça do governo de Bolsonaro, Sergio Moro, elogiou nesta quinta-feira (29) o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Félix Fischer, que expediu mandado de prisão ao governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB). As investigações e a operação desta quinta, denominada Boca de Lobo, que culminaram na prisão, fazem parte da Operação Lava Jato.

Como a prisão é preventiva, Pezão deve ficar detido por tempo indeterminado. Ele é investigado pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção. De acordo com as investigações, Pezão teria recebido mais de R$ 25 milhões (R$ 39,1 milhões em valores atualizados) entre 2007 e 2015. Fischer é relator do caso na Corte.

“Isso é uma questão que foi decidida aí pela Justiça, o ministro Félix Fischer, grande ministro. Tem todos os meus elogios e os reconhecimentos de outras pessoas. Mas é um assunto relativo à Justiça, algo perfeitamente normal”, afirmou Moro após ser questionado por jornalistas sobre a prisão de Pezão.

Até 16 de novembro deste ano, Moro era o juiz federal responsável pelos processos da Lava Jato em primeira instância no Paraná. Ele pediu exoneração do cargo após ser convidado por Bolsonaro a ser ministro da Justiça.

Moro vem se reunindo com o atual diretor da Polícia Federal, Rogério Galloro, no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), onde a equipe de transição de governo trabalha até a posse presidencial, em 1º de janeiro de 2019. Hoje sob a alçada do Ministério da Segurança Pública, a PF voltará a se reportar à pasta da Justiça. Nesta quinta, questionado se pretende nomear Galloro como chefe de algum departamento no ministério, Moro falou ser uma “possibilidade abstrata”.

Ele também disse ser normal conversar constantemente com Galloro, pois precisa se inteirar da organização da polícia para assumir com todos os conhecimentos necessários.

Indagado se gostaria de contar com um departamento ou secretaria dentro do ministério voltado ao combate à corrupção, Moro afirmou haver limitação de cargos e de orçamento, sem grandes margens de manobra para criar uma nova subpasta. No entanto, ressaltou haver estruturas que já trabalham no tema, como o laboratório de combate à lavagem de dinheiro, e que o departamento de operações integradas irá prestar auxílio nestas ações.