Exército do Congo captura líder rebelde procurado por estupro em massa

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Exército do Congo captura líder rebelde procurado por estupro em massa

Masudi Alimasi Kokodiko foi preso na terça-feira (2). Um relatório da ONU do ano passado disse que as forças de Kokodiko estupraram pelo menos 17 mulheres na cidade de Lubila em setembro passado.

 

Um líder rebelde congolês acusado de orquestrar estupros em massa e outras atrocidades foi preso, informou o exército do Congo nesta quinta-feira (4), segundo a agência de notícias Reuters. Masudi Alimasi Kokodiko, líder da milícia Raia Mutomboki, foi capturado na terça-feira (2) no território de Shabunda, no leste do país, após ser ferido em um tiroteio.

Um relatório do painel de especialistas do Conselho de Segurança da ONU do ano passado disse que as forças de Kokodiko estupraram coletivamente pelo menos 17 mulheres na cidade de Lubila em setembro passado. O painel também acusou o grupo de usar crianças como soldados.

A Raia Mutomboki foi formada em 2005, para combater as milícias ruandesas hutus ativas no leste do Congo. A milícia se tornou uma das mais poderosas entre as dezenas de grupos armados ativos na área, rica em minerais, que faz fronteira com Ruanda, Uganda e Burundi.

Em 2012, uma investigação liderada pela ONU descobriu que a Raia Mutomboki e outras duas milícias foram responsáveis ​​pela morte de mais de 260 civis, em uma onda de massacres étnicos na província de Kivu do Norte.

O novo presidente do Congo, Felix Tshisekedi, que tomou posse em janeiro, prometeu enfrentar a violência da milícia que assola o leste, onde milhões morreram em uma guerra civil entre 1998 e 2003.

Christoph Vogel, pesquisador e ex-conselheiro das Nações Unidas, disse que a prisão de Kokodiko “coincide com o novo governo anunciando uma agenda mais deliberada para desarmar a milícia. Ainda resta ver, no entanto, se a medida faz parte de uma mudança mais ampla”.

Outro dos senhores da guerra mais infames do Congo, Ntabo Ntaberi Sheka, começou a ser julgado no ano passado, acusado de estupros e outras atrocidades. O primeiro depoimento de vítimas no caso começou no último mês.